
Desde os primórdios, somos envolvidos por uma série de fatores que nos fazem imaginar o casamento dos sonhos. O vestido lindo usado pela princesa, os quitutes deliciosos da festa da nossa melhor amiga, a decoração daquele filme, o convite, itens que passam do grau de importância 1 ao 11 (em uma escala de 1 a 10) quando o assunto é o Nosso Casamento.
“São noites mal dormidas e quase não me alimento, ontem passei o dia com barrinhas de cereais, mas só de pensar que estou correndo para deixar tudo perfeito, já me animo”, conta a futura esposa de Marcos, Thais Cristina, a uma semana da sua cerimônia.
Assim como ela, 99% das mulheres prestes a se casar vivem as mesmas emoções e angústias deste momento. Mais do que um evento, o casamento marca a transição para a maturidade, quando assumimos uma responsabilidade maior, um momento em que aprendemos a compreender, compartilhar, dar sem pedir nada em troca, a dialogar, palavrinhas que passarão a ser comum no dicionário das recém-casadas.
Muitas noivas, porém, preocupam-se tanto em fazer deste um evento perfeito, com a maquiagem e cabelo ideais, a decoração com as flores certas, o delicioso cardápio, que dedicam pouco (ou nenhum) tempo para o essencial, o seu ritual de casamento.
“Comecei os preparativos do casamento com 1 ano e 3 meses de antecedência e alguns profissionais que queríamos já não tinham a nossa data disponível”, explica a recém-casada Talita, que acompanhou com total atenção e extrema paciência cada etapa.
Ao falar de seu celebrante, por outro lado, ela preferiu um padre, porque queria que seu casamento fosse “tradicional”.
O diferencial em escolher a dedo um celebrante para a sua cerimônia é que, além de ele poder seguir protocolos religiosos ou padrões estabelecidos pela cultura, valores e/ou credos do casal, ele procura declarar esta união de uma forma especial e que nunca será igual, sendo você uma noiva tradicional, clássica, moderna ou mesmo ousada.
Mas o que ele tem de especial?
“Na minha trajetória [durante os preparativos], meu celebrante tem sido um paizão para nós, sempre que recorremos a ele, ele sempre nos responde com o maior amor, o vendo desta forma não poderia ser outra pessoa”, complementa Thais.
Mais do que concretizar a troca de votos, leve também esta cumplicidade em consideração. Além de dar o tom da sua cerimônia, emocionar não apenas o casal, mas também os convidados, o celebrante poderá ser um amigo, um psicólogo e ainda um grande suporte neste momento.
“Para o perfeito exercício do trabalho é imprescindível que o celebrante saiba ouvir os noivos”, orienta Renato Gonçalves, diretor da Celebrantes, explicando que antes da celebração procura entender cada um dos casais, com uma entrevista pessoal e exclusiva.
Um momento que, na maioria das vezes, é iniciado com certa timidez, mas que “após alguns minutos, quando começam a contar a sua história de amor, muitos riem de lembranças já quase esquecidas; outros se emocionam ao recordarem momentos difíceis onde o amor foi posto à prova e saiu mais fortalecido; e todos os casais se surpreendem com a beleza de suas próprias histórias”, continua.
“Para mim, é este um dos momentos mais importantes do trabalho de um celebrante”, afirma o reverendo, para quem este deve “trabalhar com sonhos e fundamentalmente ser capaz de transformá-los em palavras que serão guardadas para sempre pelos noivos e por todos os convivas presentes!”
